O Piauí chegou a 11 mortes confirmadas por dengue em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). As vítimas têm idades entre 2 e 87 anos, evidenciando que a doença pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias, embora crianças, idosos e pessoas com comorbidades estejam entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da infecção.
Os óbitos foram registrados em diferentes municípios piauienses ao longo do ano. Além das mortes confirmadas, o estado segue monitorando outros casos suspeitos, enquanto reforça as ações de vigilância epidemiológica e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e do vírus da zika.
A Sesapi alerta que o aumento dos casos exige atenção da população, principalmente diante do período favorável à proliferação do mosquito. Entre as principais medidas de prevenção estão a eliminação de recipientes que possam acumular água parada, a limpeza periódica de calhas e caixas d’água e o descarte correto de materiais que possam servir de criadouro para o vetor.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o risco de complicações. Pessoas com febre alta, dores intensas no corpo, manchas avermelhadas na pele, náuseas, vômitos ou sinais de sangramento devem procurar atendimento médico imediatamente, especialmente se integrarem grupos considerados mais vulneráveis.
A vacinação contra a dengue continua disponível para os públicos definidos pelo Ministério da Saúde. No Piauí, a imunização contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, além de profissionais da Atenção Primária à Saúde, conforme os critérios estabelecidos pelas autoridades sanitárias.
Com o aumento das mortes e a circulação do vírus em diversas regiões do estado, os órgãos de saúde reforçam que o combate à dengue depende da participação da população. A eliminação dos focos do mosquito permanece como a principal estratégia para reduzir novos casos e evitar o agravamento da doença.

