O aumento da procura por medicamentos utilizados no tratamento da obesidade tem impulsionado também a circulação de canetas emagrecedoras falsificadas e comercializadas de forma irregular. Diante desse cenário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça o alerta para que consumidores redobrem os cuidados antes de adquirir esses produtos, a fim de evitar prejuízos financeiros e riscos à saúde.
Segundo a Anvisa, medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro devem ser comprados exclusivamente em farmácias e drogarias autorizadas. A venda por redes sociais, aplicativos de mensagens, sites sem credibilidade ou vendedores informais aumenta significativamente o risco de aquisição de produtos falsificados, adulterados ou sem registro sanitário.
Entre os principais sinais de alerta estão preços muito abaixo do mercado, ausência de nota fiscal, embalagem com informações em idioma estrangeiro, falta de bula em português e comercialização sem a exigência de receita médica. Desde 2025, a venda desses medicamentos passou a exigir retenção da prescrição nas farmácias, como forma de ampliar o controle sanitário.
Outra recomendação é verificar a integridade da embalagem, conferir o número do lote, a data de validade e observar se há sinais de violação. Caso existam dúvidas sobre a autenticidade do medicamento, o consumidor deve interromper o uso e procurar imediatamente a farmácia onde realizou a compra ou os canais oficiais da Anvisa.
A agência também alerta para os riscos do uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras. Embora esses medicamentos apresentem eficácia comprovada quando prescritos para as indicações aprovadas, o uso sem acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos importantes, como pancreatite, distúrbios gastrointestinais e outras complicações clínicas.
Nos últimos meses, a Anvisa determinou a apreensão de diversos produtos comercializados como canetas emagrecedoras que não possuíam registro sanitário ou eram falsificados. A medida faz parte das ações de fiscalização para combater a comercialização irregular e proteger a saúde da população.
Especialistas reforçam que o tratamento da obesidade deve ser realizado com orientação médica e acompanhamento contínuo. Além de garantir a escolha do medicamento mais adequado, o acompanhamento profissional reduz os riscos associados ao uso dessas substâncias e aumenta a segurança durante todo o tratamento.

