O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi) denunciou problemas estruturais e deficiências no atendimento do Hospital da Primavera, localizado na zona Norte de Teresina, após uma fiscalização realizada na unidade. A entidade afirma que identificou irregularidades na infraestrutura, falta de acessibilidade, déficit de profissionais e condições inadequadas de trabalho, cobrando providências urgentes da Prefeitura de Teresina e da Fundação Municipal de Saúde (FMS).
Segundo o Simepi, entre os principais problemas encontrados estão instalações elétricas improvisadas, ausência de climatização em áreas de atendimento, consultórios sem macas para exames físicos, mobiliário inadequado para os profissionais e equipamentos considerados antigos, como aparelhos de ultrassonografia. De acordo com o sindicato, essas condições comprometem tanto o atendimento aos pacientes quanto a rotina de trabalho das equipes de saúde.
A presidente do Simepi, Lúcia Santos, classificou a situação da unidade como preocupante e afirmou que a demanda por atendimentos é incompatível com o número de profissionais disponíveis. Segundo ela, além dos problemas estruturais, há carência de médicos e outros servidores, mesmo existindo concurso público com candidatos aguardando convocação.
O diretor do sindicato, Samuel Rêgo, também defendeu investimentos imediatos no hospital. Para o médico, é necessário priorizar melhorias na infraestrutura e nas condições de trabalho para garantir um atendimento mais seguro e eficiente à população. A entidade informou que encaminhará um relatório da fiscalização aos órgãos competentes para solicitar a adoção de medidas corretivas.
Procurada pela reportagem do GP1, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) não havia se manifestado até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para que o órgão apresente esclarecimentos ou informe as medidas que pretende adotar em relação às irregularidades apontadas pelo sindicato.
As denúncias se somam a outros questionamentos recentes envolvendo unidades da rede municipal de saúde e reforçam o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura, equipamentos e recursos humanos. Enquanto aguarda uma resposta oficial da administração municipal, o Simepi defende que as adequações sejam realizadas com urgência para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais e um atendimento adequado à população.

