O Piauí continua entre os estados brasileiros com maior incidência de hanseníase, doença infecciosa que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar sequelas e interromper a cadeia de transmissão da enfermidade.

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Entre os principais sintomas estão manchas claras ou avermelhadas na pele com alteração ou perda de sensibilidade, formigamentos, dormência nas mãos e nos pés, além de fraqueza muscular em alguns casos. Quando não identificada e tratada precocemente, a doença pode provocar incapacidades físicas permanentes.
Apesar do estigma que ainda cerca a doença, médicos destacam que a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acompanhamento é realizado por meio da poliquimioterapia, combinação de medicamentos que elimina a bactéria e impede a transmissão após o início do tratamento.
Em Teresina, ações de busca ativa e diagnóstico vêm sendo intensificadas por meio de campanhas e atendimentos especializados. Projetos voltados ao rastreamento da doença têm contribuído para identificar casos que poderiam permanecer sem diagnóstico por longos períodos.
Profissionais da saúde alertam que pessoas que apresentem manchas com perda de sensibilidade ou sintomas neurológicos persistentes devem procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as chances de recuperação completa e evitar complicações.
Além do tratamento dos pacientes diagnosticados, as equipes de saúde também realizam o acompanhamento de contatos próximos, estratégia considerada essencial para reduzir a circulação da doença e ampliar o controle da hanseníase no estado.
Especialistas reforçam que informação, prevenção e acesso ao diagnóstico continuam sendo as principais ferramentas para combater a hanseníase e reduzir os impactos da doença na população piauiense.
