Endosso formal dos estados consolida secretário do Piauí como nome técnico e político para liderar nova agenda de segurança no país
A política de segurança pública do Piauí passou a ocupar espaço de destaque no cenário nacional. O secretário estadual Chico Lucas surge, agora, como nome formalmente indicado para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública, caso a nova pasta venha a ser criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A indicação, inicialmente sinalizada pelo governador Rafael Fonteles, ganhou peso institucional após ser endossada pelo presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp), Jean Nunes, em nome dos secretários de todos os estados brasileiros.
O apoio coletivo amplia a projeção nacional de Chico Lucas e consolida seu nome como uma escolha que reúne credibilidade técnica, respaldo político e legitimidade federativa. Mais do que uma indicação regional, a construção reflete o reconhecimento dos estados a um gestor capaz de dialogar com diferentes realidades, preservar a autonomia estadual e, ao mesmo tempo, articular políticas integradas com o governo federal.

Os resultados alcançados no Piauí são apontados como o principal fundamento da indicação. Sob a gestão de Chico Lucas, o estado registrou quedas históricas nos índices de criminalidade, com redução significativa nos crimes patrimoniais e nos homicídios. Os furtos e roubos de celulares diminuíram cerca de 53%, enquanto os furtos de veículos tiveram retração superior a 38%. Já os homicídios atingiram o menor patamar da última década, reposicionando o Piauí no ranking nacional da segurança pública.
Esse desempenho está diretamente associado à adoção de estratégias baseadas em inteligência policial, integração entre as forças de segurança e uso intensivo de tecnologia. O modelo implementado no estado deixou de ser uma experiência local e passou a despertar o interesse de outros governos, especialmente em um contexto de avanço da criminalidade urbana em grandes centros do país.

Entre as iniciativas que projetaram o Piauí nacionalmente está o programa de recuperação de celulares roubados, conhecido como Cell Guard. A política não apenas reduziu a incidência desse tipo de crime, como também permitiu a devolução de milhares de aparelhos às vítimas, alterando a lógica tradicional de enfrentamento ao delito. O êxito da iniciativa levou representantes de diversos estados a visitarem o Piauí para conhecer o modelo, hoje estudado para replicação em outras unidades da federação.
O protagonismo do estado também se refletiu no debate federal. Protocolos adotados no Piauí passaram a influenciar discussões nacionais, como o fortalecimento do sistema de bloqueio e rastreamento de celulares, atualmente tratado como prioridade pelo Ministério da Justiça. Esse intercâmbio reforça a capacidade de Chico Lucas de transformar experiências locais em políticas públicas de alcance nacional.

Outro elemento que fortalece seu nome é a defesa consistente da autonomia dos estados na condução da segurança pública. O secretário tem reiterado que o enfrentamento ao crime exige coordenação nacional, mas sem modelos centralizados que ignorem as especificidades regionais — posicionamento que encontra forte apoio entre gestores estaduais.
Além do perfil técnico, Chico Lucas também reúne capital político. Filiado ao PT e aliado do ministro Wellington Dias, ele mantém interlocução fluida com o Palácio do Planalto e com os governos estaduais, ampliando sua capacidade de articulação institucional. Para o governo Lula, a indicação representaria a escolha de um nome com resultados concretos, apoio federativo e capacidade de diálogo político.

Com a formalização do apoio pelo Consesp, Chico Lucas deixa de ser apenas um gestor bem avaliado e passa a figurar como nome nacional, símbolo de uma nova abordagem para a segurança pública: menos ideológica, mais técnica, cooperativa e orientada por resultados. Caso o Ministério da Segurança Pública seja criado, o Piauí poderá deixar de ser apenas referência e assumir papel central na formulação das políticas de segurança do Brasil.
Fonte: Portal Opiniao e Noticia

