O Piauí registrou 259 casos de desaparecimento nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número representa uma média de duas pessoas desaparecidas por dia e aponta crescimento de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os registros abrangem todas as faixas etárias e mostram que o perfil predominante entre os desaparecidos é de homens adultos. Dos 259 casos contabilizados entre janeiro e abril, 177 envolvem pessoas do sexo masculino, enquanto 77 são do sexo feminino. Em relação à idade, 217 ocorrências foram registradas entre maiores de 18 anos e 33 entre crianças e adolescentes.
Março foi o mês com o maior número de notificações, com 79 desaparecimentos registrados. Na sequência aparecem janeiro, com 67 casos, fevereiro, com 62, e abril, com 51 ocorrências. Em todo o ano de 2025, o estado contabilizou 744 casos de desaparecimento.
Para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí mantém ações de coleta de material genético de familiares. As amostras são armazenadas em bancos estadual e nacional de perfis genéticos, permitindo o cruzamento de informações com pessoas encontradas sem identificação ou com registros de óbitos.
O Ministério Público do Piauí também atua por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), que reúne informações de diferentes órgãos para auxiliar nas buscas e facilitar a identificação de pessoas desaparecidas.
As autoridades reforçam que não é necessário aguardar 24 horas para registrar um desaparecimento. O boletim de ocorrência pode ser feito imediatamente após a constatação da ausência, permitindo que as investigações sejam iniciadas o mais rápido possível.
Especialistas destacam que a rapidez na comunicação às autoridades é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de localização das pessoas desaparecidas, especialmente nos primeiros dias após o desaparecimento.

