Motoristas e cobradores do transporte público de Teresina aprovaram um indicativo de greve e a paralisação pode começar a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (25). A decisão foi tomada após mais uma rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores e empresários do setor terminar sem acordo.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), a categoria rejeitou a proposta apresentada pelas empresas durante assembleia realizada nesta sexta-feira (22). O principal ponto de divergência continua sendo o reajuste salarial e os benefícios oferecidos aos profissionais do transporte coletivo.
De acordo com as informações divulgadas pelo sindicato, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 7%, além de aumento no ticket alimentação e melhorias no auxílio-saúde. Já os empresários apresentaram proposta de reajuste de 4,11% nos salários, além de aumento no valor do ticket alimentação e reajuste no auxílio destinado ao plano de saúde.
Mesmo com o impasse, o Sintetro informou que as negociações ainda não foram encerradas e novas reuniões podem ocorrer antes da data prevista para o início da greve. A expectativa é de que haja uma tentativa de acordo para evitar a paralisação total do sistema de transporte público da capital.
Caso a greve seja confirmada, milhares de passageiros poderão ser afetados diretamente. Trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem diariamente dos ônibus para se deslocar pela cidade devem enfrentar dificuldades, principalmente nos horários de maior movimento.
O transporte público de Teresina já vinha enfrentando problemas nas últimas semanas. A categoria realizou paralisações parciais e reduções na circulação da frota em horários específicos como forma de protesto e pressão durante as negociações salariais.
A possível greve também gera preocupação entre comerciantes e usuários do sistema, já que a redução ou suspensão da circulação dos ônibus pode impactar o funcionamento de diversos setores da cidade. Até o momento, não há confirmação oficial sobre operação parcial da frota em caso de paralisação.
As negociações seguem sendo acompanhadas por representantes dos trabalhadores e empresários, enquanto a população aguarda uma definição sobre o funcionamento do transporte coletivo nos próximos dias.

